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Brasil não deve sofrer crise imobiliária como a dos EUA.
O Brasil não corre o risco de sofrer uma crise imobiliária igual à que tomou conta dos Estados Unidos. O motivo é a difereça entre os sistemas brasileiro e americano de crédito imobiliário.
Enquanto no Brasil o sistema é relativamente engessado com burocracia e papelada para liberação e há relativamente pouco dinheiro disponível para os financiamentos, nos EUA houve uma " euforia" de emprestimos descomplicados, que não exigiram garantias suficientes dos mutuários.
A liberação do crédito imobiliário nos EUA é tão rápida que muita gente usou a própria casa como forma de levantar dinheiro para pagar dívidas de consumo.
Refinanciar a casa se tornou, portanto, uma aposta: caso o mercado continuasse a crescer e o imóvel se valorizasse, melhor para o mutuário; caso as residências perdessem valor no mercado, como acabou acontecendo, a situação dos devedores ficaria complicada.
Nos EUA, os imóveis são reavaliados de tempos em tempos para que o banco não perca a garantia do financiamento concedio. Assim, se um imóvel que valia US$ 100 mil perdeu valor, passando a valer US$ 90 mil, o banco pede que o mutuário consiga uma garantia extra ou que pague isso por meio de uma prestação reajustada.
No Brasil
No Brasil, a situação é diferente: apesar do recente crescimento, o crédito imobiliário é relativamente pequeno em relação à demanda e a papelada envolvida no procersso de obtençao do dinheiro é grande, o processo de aprovaçao pode levar meses, por isso, é muito pouco provavel que alguem va usar o credito imobiliario como forma de financiara compras no varejo, como ocorre nos EUA.
Apesar do sistema de financiamento imobiliário brasileiro "blindar" o país em relação à atual crise, uma vez que a checagem de crédito dos mutuários é mais bem feita, não é possível dizer que o crédito imobiliário nacional é melhor que o americano. Isso porque, segundo ele, a lentidão e a escassez de recursos acaba limitando investimentos no setor da construção civil.
Porém, o crescimento do crédito imobiliário no país, reflexo da queda dos juros e da inflação, é um fenomeno positivo no Brasil. O ideal é um meio-termo entre os dois casos. Um sistema simples e descomplicado, como o dos Estados Unidos, seria ideal se unido a um sistema de checagem de crédito mais eficiente.
Fonte: http://gazetaonline.globo.com















