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Euforia no mercado imobiliário
As expectativas geradas antes do conhecimento do plano de expansão da Usiminas surtem efeitos em vários setores da economia regional. Agora, a instalação de uma nova usina, em Santana do Paraíso, aguçou ainda mais os ânimos de empresários e população em torno do futuro da região. O mercado imobiliário é um dos que mais se beneficiam desse momento promissor. É o que constatou a pesquisa “Desenvolvimento local: análise da atuação do setor imobiliário no município de Ipatinga-MG”, realizada por graduandos em Administração da Faculdade Pitágoras. A monografia foi feita no período de maio a junho por Andréa Gonçalves Moronari Miranda, Ernane de Barros Roque e Juliana Silva Santos, sob a orientação de Renato Azevedo, Mestre em Administração.
Os estudantes destacam que as dificuldades apresentadas pelas imobiliárias ajudam a entender o motivo de tamanha valorização. A começar pela parte territorial escassa. Daí a necessidade de crescimento vertical. Mas aí surgiu um outro problema, que é o fato da limitação de construção de prédios com mais de três andares em alguns bairros.
Qualidade de vida
O orientador da pesquisa, Renato Azevedo, ressalta que, além da expansão da Usiminas e da questão territorial, a qualidade de vida oferecida pela região também ajuda a aquecer o setor imobiliário. “Temos uma estrutura boa e muitas faculdades. Além disso, as coisas aqui são muito centralizadas. Por exemplo, sair de Ipatinga para estudar em Fabriciano não demanda tanto tempo. Trata-se de uma cidade desejada para se morar. Mas vale lembrar também a facilidade de acesso ao crédito que impulsionou o mercado em âmbito nacional”, salientou.
Vizinhança promissora
Apesar de a pesquisa ter sido feita antes do anúncio da construção da nova Usina na cidade de Santana do Paraíso, o crescimento das cidades vizinhas já tinha sido constatado no trabalho. As imobiliárias mostraram nas respostas que, pela escassez territorial em Ipatinga, a tendência era que a expansão chegasse a bairros como o Cidade Nova. Outro aspecto apontado pela pesquisa é a preferência por apartamentos.
A forte tendência da verticalização pode ser mostrada pelo resultado do questionário sobre o tipo de imóvel mais procurado, entre apartamento, casa, lotes, imóvel comercial, chácaras ou sítios e quitinetes. O maior percentual foi o de venda de apartamentos. As perguntas constataram “um percentual de procura da ordem de 53,33%, seguida da compra deste tipo de imóvel com 46,67% e, por último, apartamentos para aluguel com 40%”.
Opiniões divergentes sobre comportamento do investidor
Diante do quadro atual no mercado imobiliário, que alegra os investidores e preocupa quem quer sair do aluguel, a grande pergunta é: aonde isso vai parar? Onde está o limite? De acordo com os pesquisadores, a velha lei da oferta e procura é que comanda o mercado.
“Enquanto a procura for maior que a oferta isso vai continuar. As imobiliárias não falam em momento algum de desvalorização. É preciso esperar para ver. Talvez, quando passar essa fase de expansão, aquelas empresas temporárias vão embora. Ou pode ser que elas fiquem. Não é hora de comprar, só de vender. Vale questionar junto ao poder público como ele pretende trabalhar nessa questão”, declarou Renato Azevedo.
“O momento é de comprar”
Para Luciene Senra, gerente da Moradia Imobiliária, esse é o momento ideal para comprar, e não vender. De acordo com ela, é bem possível que o preço dos imóveis valorize ainda mais. “E uma vez aumentado o preço, ele não volta mais. Eu acredito que quem pode comprar deve investir agora, e quem puder esperar para vender, deve esperar. Porque a tendência é a valorização”, disse. Segundo a gerente, muitas empresas de diferentes ramos e construtoras têm sondado a imobiliária em busca de áreas para construírem na cidade.
“Tem muita gente de fora querendo vir pra cá. A preferência é a área central de Ipatinga, mas estamos indicando outros lugares, como o Parque Caravelas, Cidade Nova e Residencial Porto Seguro”, informou. Ainda de acordo com Luciene, a procura por locação tem aumentado significativamente, principalmente no bairro Bom Retiro, devido à concentração de campi universitários na região. “O Bom Retiro é o único bairro em que temos fila para locação. O mercado imobiliário vive um momento eufórico”, analisou.
Fonte: Diário do Aço















