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Inflação já pesa no reajuste dos contratos de aluguel.
Em 12 meses, IGP-M subiu mais do dobro da inflação oficial. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) vem assustando quem mora de aluguel. Por tradição, este é o indicador de reajuste mais comum nos contratos.
O IGP-M, medido em junho pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou uma alta de 13,44% nos últimos 12 meses. O preço dos produtos agrícolas e das matérias-primas no mercado internacional fez o índice disparar. É um índice que regula praticamente todos os preços, todas as modalidades de negócios do mercado.
O índice é mais do que o dobro do IPCA, indicador oficial da inflação no Brasil medido pelo IBGE, que fechou no mesmo período em pouco mais de 6%. Para o proprietário, obviamente é preferível o índice que variou mais, que no caso é o IGP-M. Mas para o inquilino, é preferível o índice que variou menos, por exemplo, o IPCA.
Índices de reajuste
Os aluguéis não são regidos pela mesma legislação que protege os consumidores. É a lei do inquilinato que dita as regras. E nesse momento de índices mais altos que o da inflação, o acordo entre proprietário e inquilino é a moeda de maior valor.
Inquilinos e proprietários devem negociar valor do aluguel, inquilinos devem observar se é possível trocar de imóvel no mesmo prédio por um preço menor, acompanhar os reajustes dos índices e fazer uma proposta para que seja mantido o aluguel ou até mesmo rateado o reajuste. Em alguns imóveis os reajustes podem ser feitos em mais de quatro índices diferentes, basta o inquilino entrar em acordo com o proprietário e negociar o melhor preço para ambos.
Fonte: Globo.com
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