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Crédito para moradia esta garantido
Enquanto em outros setores a crise do sistema financeiro norte-americano chega à vida real, o mercado imobiliário brasileiro parece estar bem distante dela. A tranqüilidade do setor vem da origem dos recursos para a habitação, a poupança e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) alimentam o crédito do brasileiro. Em 2008, mais de 300 mil unidades serão financiadas com R$ 32 bilhões da poupança e outras 400 mil unidades com R$ 20 bilhões do FGTS. Em 2009 a expectativa é ter um desenvolvimento bem próximo, mas vamos sofrer a crise. A escassez será para quem usa recursos da Bolsa sobre o dinheiro carimbado para a casa própria.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o Brasil pode correr risco com a crise financeira dos Estados Unidos, por não saber até onde vão as turbulências. Ele procurou tranqüilizar a população e o mercado interno, afirmando que o momento é de acreditar no país e que o Brasil não será vítima, como foi em outras ocasiões. No entanto, reconheceu que a crise é uma das maiores que já viu, a diferença é que nas crises de dez anos atrás havia uma maior fragilidade econômica.
O jornal "The New York Times", em editorial na sua edição, intitulado "O que é pior do que um projeto emergencial falho?" destaca que após oito anos apoiando incondicionalmente o presidente Bush, seus correligionários decidiram discordar dele na questão da sobrevivência do sistema financeiro do país.
Segundo o jornal, "o não-apoio dos republicanos está enraizado na análise e no princípio, em vez de se basear na postura política e na rigidez ideológica". O "NYT" também destaca que a crise é um problema tanto dos donos de imóveis quanto dos analistas de Wall Street. As imperfeições no projeto emergencial são resultado de um processo democrático que pode ser repensado, revisitado e retrabalhado.
Fonte: O Tempo















