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Oportunidade na crise, consórcio imobiliário
Administradoras de consórcio imobiliário já registram maior interesse do consumidor, que teme aperto do crédito bancário e busca segurança e rentabilidade para seu dinheiro. Com ritmo acelerado de crescimento, em média de 25% ao ano, desde 2003, as administradoras de consórcio imobiliário esperam aumentar ainda mais seus negócios em plena crise econômica mundial. O otimismo está ligado à própria natureza do negócio, que nasceu no país, no início da década de 90, em época de escassez de crédito imobiliário, situação que pode se repetir agora, com as turbulências no mercado financeiro internacional.
O crédito dificultado, mais caro, com alguns bancos aumentando as taxas de juros e reduzindo os prazos de linhas de financiamentos, inclusive imobiliárias, tem beneficiado o consórcio, um sistema de autofinanciamento que não depende da disponibilidade de recursos bancários. Nos últimos dois meses, período que coincidiu com a deflagração da crise, o setor de consórcios no país, formado por 250 administradoras em operação, registrou aumento médio no volume de negócios de cerca de 10%, na comparação com as médias apuradas nos outros meses deste ano.
Blindagem
No atual cenário o consórcio é a melhor opção para quem quer adquirir um bem e não dispõe de recursos para a compra à vista. O consórcio está de certa forma blindado contra essas oscilações macroeconômicas. No segmento imobiliário, há uma estabilização das vendas, como é um negócio que envolve o comprometimento da renda por um período grande, em média de 15 anos, aguarda se um pouco mais para avaliar melhor quais serão os efeitos da crise.
Ainda assim, o consórcio imobiliário pode ser beneficiado, caso se confirme à tendência de um cenário interno de crédito mais restrito. O consórcio não tem juros e as taxas cobradas pelas empresas, para administração dos grupos, de fundo de reserva e do seguro, já eram competitivas, antes da crise, na comparação com as cobradas no financiamento bancário.
O custo do consórcio é justamente o seu maior diferencial em relação a outras modalidades de crédito. As taxas do consórcio imobiliário somam, em média, 25% do valor total pago por cada consorciado. Para um grupo de 180 meses, as taxas correspondem a 0,13% do valor de cada mensalidade. Um custo menor do que qualquer outra modalidade de crédito.
Fonte: Estado de Minas















